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Simulador de Cluster HCI e Calculadora de Cache

Monte o cluster hiperconvergente — nós, baias e discos de cache e de capacidade — e veja a volumetria útil, o dimensionamento do cache NVMe/SSD (híbrido ou all-flash) e a estimativa de IOPS e throughput.

Cenários:
1. Arquitetura
2. Nós e baias
Ex.: 1U com 8–10, 2U com 12 ou 24.
3. Discos de cache (por nó)
No vSAN OSA: 1 cache por grupo de disco, até 5 grupos.
4. Discos de capacidade (por nó)
5. Proteção e reservas
Recomendado 25–30%.
6. Perfil de carga e rede
% dos dados lidos com frequência.
Links ativos para o tráfego de storage.
Avançado: desempenho por disco, cache e eficiência

Os valores vêm do tipo de disco escolhido (referências de mercado, 4K aleatório e sequencial). Troque pelos do datasheet do seu modelo.

vSAN híbrido usa 70% leitura / 30% escrita.
Quanto do hardware o software entrega. Padrão: 60% híbrido, 35% all-flash, 25% tier único NVMe (CPU vira o limite).
Ex.: Nutanix. Sem isso, leituras também trafegam na rede.

Mapa das baias

CacheCapacidade flashCapacidade HDDLivreExcede as baias

Volumetria

Cache

Desempenho estimado

Resumo por nó e por cluster

ItemPor nóCluster

Estimativa teórica para dimensionamento inicial: soma o desempenho dos discos, aplica a penalidade de escrita da proteção, o hit de cache, o limite da rede e a eficiência da pilha. O resultado real depende de CPU, controladora, versão do software e da carga — valide com HCIBench ou fio antes de fechar o projeto.

Como funciona o simulador de cluster HCI

Num cluster hiperconvergente (HCI) — VMware vSAN, Nutanix, Microsoft Storage Spaces Direct (Azure Local), Proxmox com Ceph — os discos locais de cada servidor formam um único datastore distribuído. O simulador parte do que você tem no rack: quantos nós, quantas baias por nó e quais discos vão em cada baia, e calcula três coisas: quanto espaço sobra de verdade, se o cache está do tamanho certo e quanto desempenho dá para esperar.

Volumetria: do bruto ao útil

  1. Bruto = nós × discos de capacidade × tamanho. Os discos de cache não entram (no híbrido e no all-flash com cache, eles não guardam dados de forma permanente).
  2. Proteção: o espelho de 2 cópias divide por 2, o de 3 cópias por 3, o erasure coding 3+1 multiplica por 3/4 e o 4+2 por 4/6.
  3. Folga (slack): 25–30% livres para rebuild, rebalanceamento e snapshots.
  4. N+1: a capacidade de um nó reservada para que os dados de um host que caiu caibam nos outros.
  5. Efetivo: o útil multiplicado pela taxa de deduplicação e compressão (só faz sentido em all-flash).

Cache em cluster híbrido

No híbrido, o disco de cache (NVMe ou SSD) atende leitura e escrita: no vSAN, 70% dele é cache de leitura e 30% buffer de escrita. A regra clássica é cache de pelo menos 10% da capacidade consumida (antes da proteção). O que mais pesa, porém, é o working set: se os dados quentes não cabem no cache de leitura, as leituras caem nos HDDs, que entregam poucas centenas de IOPS cada. O simulador estima o hit de leitura comparando o working set com o cache de leitura do cluster.

Cache em cluster all-flash

Com capacidade em SSD, o cache vira só buffer de escrita: absorve as gravações e as leituras saem direto dos SSDs de capacidade. Aqui importa mais a resistência (DWPD) do que o tamanho — use NVMe write-intensive. No vSAN 8 OSA cada grupo de disco usa até 1,6 TB de buffer (600 GB em versões anteriores). Em arquiteturas de tier único, como o vSAN ESA, não existe disco de cache: todos os NVMe guardam dados e a escrita é log-structured, o que evita o read-modify-write do erasure coding.

Como o IOPS e o throughput são estimados

Para cada tier (cache e capacidade), o simulador soma o desempenho dos discos do cluster e calcula quanto cada operação da aplicação custa nele, conforme o mix de leitura/escrita, o hit de cache e a penalidade de escrita da proteção (2× ou 3× no espelho, 4× no RAID 5 e 6× no RAID 6 com read-modify-write). O tier mais carregado limita o cluster. Depois aplica a eficiência da pilha HCI e o limite da rede de storage, porque cada escrita é replicada para outros nós. O valor sustentado inclui o destage do cache para a capacidade (no HDD, coalescido, rende cerca de 4× o IOPS aleatório); o de pico mostra o que o buffer absorve em rajadas. A eficiência padrão cai conforme a mídia fica mais rápida — com NVMe, CPU e rede limitam bem antes dos discos.

Política de proteção × nós mínimos

PolíticaFalhas toleradasNós mínimosEspaço útil
Espelho 2 cópias (FTT=1 / RF2)13 (ou 2 + witness)50%
Espelho 3 cópias (FTT=2 / RF3)2533%
Erasure coding 2+1 (RAID 5)1367%
Erasure coding 3+1 (RAID 5)1475%
Erasure coding 4+2 (RAID 6)2667%

Para um array RAID tradicional numa controladora, use o Simulador de RAID e a Calculadora de IOPS. Para converter TB em TiB, o Conversor de Armazenamento.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho certo do cache num cluster HCI híbrido?

A regra de mercado (usada pela VMware no vSAN híbrido) é ter cache flash de pelo menos 10% da capacidade que você espera consumir, antes da proteção. Mais importante que a regra é o working set: os dados quentes precisam caber na parte de leitura do cache (70% dele no vSAN híbrido), senão as leituras caem nos HDDs e a latência sobe.

No all-flash o cache serve para quê?

Em arquiteturas com dois tiers (como o vSAN OSA all-flash), o disco de cache vira só buffer de escrita: absorve as gravações e as leituras saem direto dos SSDs de capacidade. Por isso ele deve ser um NVMe de alta resistência (write-intensive). Arquiteturas de tier único, como o vSAN ESA, não têm disco de cache: todos os NVMe guardam dados.

Quantos nós preciso para cada política de proteção?

Espelho de 2 cópias (FTT=1, RF2): 3 nós, ou 2 nós com witness externo. Espelho de 3 cópias (FTT=2, RF3): 5 nós. Erasure coding 2+1: 3 nós; 3+1 (RAID 5): 4 nós; 4+2 (RAID 6): 6 nós. Ter um nó a mais que o mínimo permite reconstruir os dados depois de uma falha.

Por que reservar folga (slack) e a capacidade de um nó?

O HCI precisa de espaço livre para reconstruir componentes, rebalancear e fazer manutenção. A recomendação comum é 25 a 30% de folga. Reservar ainda a capacidade de um nó (N+1) garante que, se um host cair, os dados dele cabem nos que sobraram.

Os IOPS e o throughput da simulação são garantidos?

Não. São estimativas teóricas a partir do desempenho dos discos, da penalidade de escrita da proteção, do hit de cache e do limite da rede, multiplicadas por um fator de eficiência da pilha HCI. O número real depende de CPU, controladora, versão do software e do perfil de carga; valide com um teste (por exemplo HCIBench ou fio) antes de fechar o projeto.

A simulação envia meus dados para algum servidor?

Não. Todo o cálculo acontece no seu navegador, em JavaScript.

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